Encontro de Pontos de Cultura
O I Encontro de Pontos de Cultura do Maranhão será realizado no auditório do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, em São Luís, amanhã, dia 28 de setembro. A iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) inclui representantes dos 13 pontos maranhenses.
O diálogo tem como objetivo fortalecer, avaliar e proporcionar trocas de experiências com todos os Pontos de Cultura da região. Além do fortalecimento do Programa Cultura Viva, um dos focos deste Encontro é a criação de um documento-síntese que será apresentado no Teia – Encontro dos Pontos de Cultura do Brasil, que ocorrerá em Belo Horizonte (MG) de 7 a 11 de novembro.
As instituições culturais recebem recursos do Ministério da Cultura por intermédio do programa Cultura Viva, para que possam desenvolver na comunidade atividades que envolvam cultura, educação e cidadania. Os trabalhos envolvem pessoas de baixa renda, comunidades indígenas, portadores de necessidades especiais, estudantes da rede pública de ensino, dentre outros. Atualmente são aproximadamente 600 Pontos de Cultura espalhados por todo o país.

Baú do Josias
O compositor Josias Sobrinho garimpou em sua discoteca de vinis mais de 300 músicas de compositores maranhenses. A garimpagem musical revelou pérolas de Catulo da Paixão Cearense e João do Vale, até boas promessas como os músicos da TA Calibre 1 e Bruno Batista. As composições destes últimos saíram do acervo de “bolachinhas digitais” do Josias.
No repertório há canções, sambas, forró, reggae, e outros tantos ritmos e sonoridades. Todas as músicas estão em dois CDs que Josias Sobrinho tem cedido a rádios do interior maranhense. Todas as músicas estão em formato MP3.
A idéia do autor de Engenho de Flores nasceu durante a turnê do Som Mará por cidades interioranas. Além de apresentar músicas desse repertório selecionado por Josias, o projeto ainda incluía artistas das localidades no espetáculo.
O compositor tece um meio de disponibilizar livremente todo esse acervo compilado. Enquanto isso, quem quiser ouvir algumas dessas preciosidades tem que ir ao encontro do Josias.
Descubra mais sobre o compositor de Dente de Ouro em
http://www.josiassobrinho.hpg.ig.com.br/

ALÔ, $OM!
A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) paga R$ 1.000,00 por um som pequeno quando realiza uma atividade cultural. Se o som for médio o desembolso é de R$ 1.500,00. Já, o grande sai por R$ 2.750,00. Esses valores foram definidos pela Assessoria Jurídica da secretaria. Aí vai um quarteto de perguntinhas a Secma.
Há um parecer de um engenheiro de som? Existe a sugestão de um técnico de som? Foi ouvido algum músico? Sobre quais critérios se definiram esses valores?
Atrevo-me a responder. E as respostas são: NÃO e NENHUM. A Assjur da secretaria além de definir o preço. É também quem decide qual o som deve ser contratado. Isso quer dizer, que todos os sons montados durante as festas carnavalescas e juninas deste ano, foram definidos pelo jurídico da Secma.
Mas, a Assjur não decide sozinha. Há outros dois marotos servidores da casa que cooperam nessa decisão. Não só corroboram com as opções, como defendem que o jurídico continue decidindo qual som contratar para as atividades da secretaria.
Os dois funcionários da Secma, mais o jurídico, têm ainda a companhia de um intermediário que diz representar uma cooperativa de proprietários de aparelhagens de som. Veja como ele a representa.
A Assjur da Secma contratou um som médio associado à cooperativa e pagou R$ 1.500,00. O representante da cooperativa repassou somente R$ 1.000,00 para o cooperativado e ainda cobrou 15% desse valor para a cooperativa. Onde foram parar os R$ 500,00 restantes? Reside aí a preferência da Assjur e dos dois servidores da Secma pela cooperativa de som.
TERRITÓRIO LIVRE
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e
a prática cotidiana do caráter”.
Cláudio Abramo, jornalista.
De volta. Sair sem avisar. Mas, ao voltar bato à porta. Foram quatro dias sem um novo post. Desde a terça-feira quando peguei a estrada rumo à Açailândia e outras paragens maranhenses. Viajei em busca das histórias publicadas ontem (domingo.23) numa reportagem em O Estado. Fui a territórios silenciosos e assombrados pelo medo. Medo da morte.
Números da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que em terras maranhenses há 29 homens e mulheres marcados para morrer, por conta de conflitos no campo. Tem muito mais gente.
Retomo o blogue com uma salva ao IPHAN que iniciará o projeto de salvaguarda das Caixeiras do Divino de Alcântara. O instituto do patrimônio não quer que elas morram.
Porém, se eu pudesse assassinaria a corrupção que sobrive em todas as castas do poder. Das salas dos modestos servidores públicos aos gabinetes dos mandatários de plantão. Como está dito em Alô, $om!
Sons de verdade fez e faz Josias Sobrinho que num trabalho de garimpagem magistral reuniu um acervo com mais de 300 composições de autores maranhenses. A festa começa com Catulo da Paixão Cearense, e alcança até os nossos dias. Então, ouçamos Josias, Catulo, as Caixeiras do Divino. Pois neste território celebramos a vida.
A Cultura pelo Brasil afora
As prefeituras brasileiras gastam, em média, R$ 273,5 mil com a Cultura e empregam nesse setor aproximadamente 58 mil pessoas, ou 10,4 funcionários por município. Mais de um quarto dos municípios brasileiros têm projeto para implementar o turismo cultural. Esses são alguns dos dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) 2006, realizada pelo IBGE a partir de questionários respondidos pelas prefeituras dos 5.564 municípios existentes no território nacional.
A MUNIC 2006 traz informações sobre: órgão gestor de cultura e sua infra-estrutura, recursos humanos da cultura, instrumentos de gestão, legislação, existência e funcionamento de conselhos e existência e características de fundo municipal, recursos financeiros, existência de Fundação Municipal de Cultura, ações, projetos e atividades desenvolvidas - assim como o levantamento dos meios de comunicação, existência e, em alguns casos, quantidade de equipamentos, atividades culturais e artísticas existentes no município.
A MUNIC 2006 mostra que em 72% dos municípios brasileiros ainda predomina a cultura acoplada a outros temas. Somando-se esta porcentagem aos 12,6% em que o setor é subordinado a outra secretaria, ou seja, configurando um menor status, temos que 84,6% de órgãos gestores não exclusivos da cultura. Quando a cultura está em conjunto com outras políticas setoriais – geralmente com a educação – ela costuma ser considerada de forma marginal.
Em 2005, os recursos municipais destinados à função cultura, foram, em média, de R$ 273,5 mil, o que corresponde a apenas 0,9% do total da receita arrecadada municipal. Em 6,1% dos municípios a Cultura está vinculada diretamente à chefia do executivo. Nesses caos, ela costuma ser vista como uma área produtora de eventos que beneficiem a imagem do gestor. O fato de não existir um órgão gestor é um indicador importante do relativo pouco prestígio da área.
Em 2006, o número de pessoas ocupadas na área de cultura da administração municipal foi, aproximadamente, de 58 mil pessoas. Esse contingente era, em média, de 10,4 funcionários, por município, sendo que quanto maior a classe de tamanho da população do município, maior o número de pessoas ocupadas na área de cultura.
Acesse a pesquisa:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia
/perfilmunic/cultura2006/default.shtm
REPERTÓRIO
Elefante Branco
A polêmica mostra Elefante Branco, da artista plástica Marlene Barros, será aberta oficialmente nesta quinta, dia 20, às 10h, no Palacete Gentil Braga (Rua Grande, 782 - Centro). As instalações com desenhos de baratas por todo lado ficam expostas até 16 de outubro.
Elefante Branco está instalada nos escombros do antigo palco Reinaldo Faray do Palacete Gentil Braga, que foi desmontado por ordem do IPHAN e em seu lugar restaram entulhos, ratos e descasos. A instalação de Marlene Barros integra o Programa de apoio às Artes Plásticas lançado pela UFMA. A mostra foi lançada no último dia 8 para a imprensa.
Festival de Poesia
O 21º Festival Maranhense de Poesia volta amanhã, às 19h, ao palco do Teatro Alcione Nazareth. A segunda eliminatória terá 22 poesias dos municípios de Pedreiras, Paço do Lumiar e São Luís. A primeira eliminatória, na semana passada, classificou cinco poemas para a final, no dia 1º de novembro, no Teatro Arthur Azevedo.
No júri nomes como Ubiratan Teixeira, Henrique Bóis e Wilson Martins. O Poemará 2007 é realizado pelo Instituto Guarnicê e Fundação Sousândrade e apoio dos teatros Alcione Nazareth e Arthur Azevedo e Universidade FM.
Canto Lírico
Entre os dias 26 a 30 deste mês, a cidade de São Luís será a cena do canto lírico brasileiro. Grandes nomes da música erudita nacional soltarão a voz no 11º Festival Maranhense de Canto Lírico.O Maracanto acontecerá às 19h, no Teatro Arthur Azevedo.
Na lista de atrações do Maracanto nomes como Thiago Reis (BA), Polane Brandão (BA), Bruno Sandes (AL), Antaanderson Santos (MA), Kleiton Araújo (PB) e Tadeu Carvalho (MA). E mais: Márcio Lima (PA), Thinael Silva (MA), Janaina Naurício (CE), Max Mota (PB), Rodrigo Krebs (DF), Monique Rodrigues (AM), Olga Sofia (CE), Luciana Peixoto (AL), Cyrene Paparotti (BA) e Anna Luisa Abreu (BA).
DOCBLOG
http://oglobo.globo.com/blogs/docblog
Classificação: 
O DocBlog mantido pelo crítico e pesquisador Carlos Alberto Mattos no portal O Globo Online é o primeiro espaço da internet brasileira dedicado exclusivamente à informação, crítica e debate do cinema documentário em regime praticamente diário. Pelo blog circulam resenhas de lançamentos no cinema, TV e DVD; reportagens sobre projetos em andamento; matérias sobre eventos; discussões sobre teoria e linguagem dos documentários etc. O DocBlog vem publicando também a série "Faróis", em que documentaristas brasileiros apontam e comentam os filmes que mais os influenciaram. Carlos Alberto Mattos é crítico de cinema de O Globo, consultor do Festival É Tudo Verdade.
INÉDITO- João Cabral de Melo Neto
Autobiografia de um só dia
A Maria Dulce e Luiz Tavares
No Engenho Poço não nasci:
minha mãe, na véspera de mim,
veio de lá para a Jaqueira,
que era onde, queiram ou não queiram,
os netos tinham de nascer,
no quarto-avós, frente à maré.
Ou porque chegássemos tarde
(não porque quisesse apressar-me,
e se soubesse o que teria
de tédio à frente, abortaria)
ou porque o doutor deu-me quandos,
minha mãe no quarto-dos-santos,
misto de santuário e capela,
lá dormiria, até que para ela
fi zessem cedo no outro dia
o quarto onde os netos nasciam.
Porém em pleno Céu de gesso,
naquela madrugada mesmo,
nascemos eu e minha morte,
contra o ritual daquela Corte
que nada de um homem sabia:
que ao nascer esperneia, grita.
Parido no quarto-dos-santos,
sem querer, nasci blasfemando,
pois são blasfêmias sangue e grito
em meio à freirice de lírios,
mesmo se explodem (gritos, sangue),
de chácara entre marés, mangues.
(Do livro O ARTISTA INCONFESSÁVEL. Capítulo Infância e Juventude. págs.13 e 14)
ESTANTE

O Artista inconfessável
O título acima é uma espécie de autobiografia poética do pernambucano João Cabral de Melo Neto. A obra – uma coletânea inédita – revela a face familiar e intimista do autor de Morte e vida Severina. O poeta nos legou uma obra de referência literária.
No livro lançado pela editora Alfaguara – Editora Objetiva – há poemas que tratam do dia em que o poeta nasceu, da infância na fazenda da família em São Lourenço da Mata (PE); relatos da adolescência e poemas sobre a descoberta da literatura.
Juntos, esses fragmentos de memória, descrições profundas, esculpidas com beleza e rigor, nos remetem a figuras consagradas na poesia de João Cabral — o engenho, a cana, o rio Capibaribe, as paisagens catalãs —, formando um rico mosaico da vida desse que é considerado um dos maiores escritores brasileiros.
No post acima o poema inédito publicado em O Artista inconfessável.
Adirson e o racismo II
Tanto a ação criminal que tramita na Justiça estadual quanto o Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público que apura a denúncia de crime de racismo cometido por Adirson Veloso, presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), podem bater à porta do prefeito Tadeu Palácio (PDT).
As ações alcançarão o prefeito de São Luís, caso o secretário de Cultura da capital, seja condenado no processo 27337/2006 em trâmite na 9ª Vara Criminal sob as mãos do juiz Raimundo José Barros de Sousa e/ou o promotor Fernando Barreto proponha a Ação Civil Pública, em que Veloso figure como réu.
Caso os dois procedimentos sejam adversos em suas decisões finais ao presidente da Func. A permanência de Adirson Veloso no cargo é incompatível com a atividade de preservação da cultura atinente a Func. Veloso é acusado de ter chamado o artista popular Jeremias Pereira Silva, o Gerô, entre outros impropérios de “negro safado, macaco, preto saliente!”. Tadeu terá que demiti-lo.
Se o alcaide municipal preferir mantê-lo no cargo como o fez até agora – dois anos após o fato ter ocorrido – a Tadeu Palácio pode ser imputado o delito de Condescendência Criminosa, previsto no artigo 320 do Código Penal.
Vejamos o que diz Artigo 320:
“Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.”
O processo criminal 27337/2006 e o inquérito civil 076/2007 não só apoquentam a Adirson Veloso, como pode trazer à cena o prefeito Tadeu. A não ser que antes dos epílogos jurídicos, Palácio use a sua caneta.
Poesia

Eis a Questão
Por Lúcia Santos
em minhas veias
corre sangue mouro
sorriso nem choro eu nego
meias palavras não digo
entrego o ouro ao bandido
o meu anel de ametista
a pista dos meus segredos
os meus medos infantis
a minha cruz o meu credo
minha caixa de brinquedos
promessa de ser feliz
agora já não sei mais
se me arrependo ou se me rendo
o que você não diz
não aprendo
Lúcia Santos, poeta autora das obras Uma gueixa para Bashô, Batom Vermelho e Quase Azul Quanto Blue
Leia mais em http://www.overmundo.com.br/banco/eis-a-questao
Adirson e o racismo
Animado com a cifra de R$ 2 milhões para realizar a I Feira do Livro de São Luís, no próximo mês. Adirson Veloso, presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func) fica acabrunhado quando vem à lembrança o número 076/2007 do Inquérito Civil instaurado pelo promotor Luís Fernando Barreto, para apurar a denúncia de crime de racismo cometido pelo secretário.
O promotor titular da promotoria de Proteção ao Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural, instaurou o inquérito após a acusação do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de que Adirson Veloso cometeu o crime de injúria racial contra o artista popular Jeremias Pereira Silva, o Gerô, morto pela PM em março deste ano.
Fernando Barreto ouvirá as testemunhas Cláudio Henrique Bezerra Barcelos e José Ribamar Amorim, para em seguida ouvir o presidente da Func. Os depoimentos ainda não têm as datas agendadas. O promotor aguarda que o advogado Luiz Silva Campos apresente as duas testemunhas.
A medida do promotor soma-se ao processo 27337/2006 que tramita na 9ª Vara Criminal da justiça estadual, sob a responsabilidade do juiz Raimundo José Barros de Sousa. Em março deste ano, o promotor Valdemir Cavalcanti Lima que atua no processo criminal manifestou-se pelo prosseguimento da ação.
Na última movimentação do processo mês passado, o magistrado oficiou ao advogado da vítima, para que apresentasse a certidão de óbito de Gerô e providenciasse a habilitação de seus familiares. O MP e a Justiça esperam pelos passos do advogado da vítima.
Mesmo com a imprensa local silente, exceção feita ao jornalista Walter Rodrigues, que por reiteradas vezes tratou do assunto em edições impressas do semanário Colunão e de seu blogue. Esta frase: “Negro safado, macaco, preto saliente!”, jamais se apagará da biografia de Adirson Veloso, até então, presidente da Fundação Municipal de Cultura de São Luís.

A sensibilidade de Mary
O Plano Editorial Secma agora batizado de Prêmio Literário Gonçalves Dias, lançado há duas semanas pela Secretaria de Estado da Cultura deu um passo atrás. Quando se esperava a ampliação do Plano/ Prêmio a secretaria decidiu por encolhê-lo.
Será premiada apenas uma obra por cada categoria. São nove categorias. Portanto, nove livros serão laureados se as Comissões de Leitura que definirão as obras vencedoras assim o fizerem. Porém, elas podem deixar de fazê-lo.
A edição do Plano/Prêmio 2007 é um retrocesso se confrontada às edições antecedentes. Quando até três obras foram editadas por gênero literário. A secretaria-adjunta da Cultura, Mary Ferreira fez coro contrário. Ela entendia que três obras por categoria deveriam ser contempladas. A leitura da adjunta é que o Plano/ Prêmio do jeito que está não atende a uma demanda que se quer estadualizada.
Mary estava certa. Mas, foi derrotada. Resta aos contistas, poetas e ensaístas de Carutapera a Balsas, de Caxias a Vila Nova dos Martírios rezarem para que a sensibilidade de Mary ainda alcance o poeta/secretário Joãozinho Ribeiro e que as regras do Plano/Prêmio possam abiscoitar um aditivo. E, o Prêmio Literário Gonçalves Dias dê três passos adiante.
ENTREVISTA
César Teixeira / Josias Sobrinho / Sérgio Habibe
VOZ DE OURO
Teixeira – Alcione tem uma voz poderosa, se tirar o vício que ela tem de cantar muito com agudo... É impressionante a voz dessa mulher.
Habibe – Alcione para mim é uma das maiores cantoras desse país. Ela é fenomenal, falta somente a gravadora escolher um repertório melhor para ela.
NA BOCA DE CENA
Teixeira - O palco do Teatro Arthur Azevedo é gostoso. Morro de saudade do tempo que tinha acesso ao TAA. Um palco de uma acústica muito boa. Infelizmente, tem hoje essa estrutura. No início tinha dificuldade para palco, tinha medo de gente. Depois superei isso, no Arthur Azevedo sempre me senti à vontade. Falando nisso, acho que vou ao TAA propor uns desaforos pro Fernando Bicudo.
Sobrinho – Tenho dificuldades com o Teatro Arthur Azevedo, a certa altura da minha história eu neguei o TAA. Um belo dia descobrir que o teatro não era palco para a música que eu estava fazendo. Preferi os bares, as associações, os bairros. Para ir ao TAA tinha todo um comportamental para entrar, não podia vestir-se de tal maneira, as pessoas punham as melhores roupas para ir ao teatro. Acabei não tocando muito no Teatro Arthur Azevedo. As pessoas me cobram: por que você não faz um show no TAA?
Habibe - A minha relação com Teatro Arthur Azevedo vem desde criança, nos tempos em que participava das montagens de Dona Camélia Viveiros. Ela formou toda uma geração naquele palco. Gosto muito desse teatro. Quando fiz o primeiro show ali, conhecia cada lugar, cada sala, os camarins. O TAA faz parte da minha história, infelizmente segue uma trilha diferente do que os artistas maranhenses desejam.
FIM
Repertório
Fórum TV Pública
Está marcado para hoje, às 14h, no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande) o debate sobre a implantação do Fórum de TVs Públicas no Maranhão. Já se discute à realização de um Seminário no mês de outubro, com a participação do Fórum de Secretários, Dirigentes e Gestores de Cultura do Nordeste, em parceria com o Governo do Estado, Ministério da Cultura, e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além, é claro, da Sociedade Civil.
Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais
Entre os dias 18 a 20 será realizado o Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais Brasil, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O objetivo é promover a discussão entre profissionais das áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Ciências da Computação e outros ligados à área de Tecnologia da Informação sobre a temática de Bibliotecas Digitais.
O evento visa aprofundar discussões abordadas nas iniciativas anteriores e ampliar o projeto com a introdução de temas emergentes. Em razão do ritmo acelerado das inovações na área digital, é necessário que se estabeleça um fórum de discussão contínuo para monitoramento dos avanços conceituais e práticos na área de bibliotecas digitais.
Informações pelos fones: (11) 3091-1573/ 1545.
Seminário Nacional "A Mulher e a Mídia"
A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), o Instituto Patrícia Galvão e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) realizarão a 4ª edição do Seminário Nacional “A Mulher e a Mídia”, no Rio de Janeiro, nos próximos dias 22 e 23. A proposta do seminário é proporcionar um espaço de reflexão sobre o comportamento da mídia brasileira e latino-americana em relação às mulheres.
O seminário terá em pauta os seguintes temas: “TV pública: Ampliação dos canais de expressão para mulheres?”, “A mídia desqualifica as mulheres no poder”, “Cultura, comunicação e uma mídia não-discriminatória”, “As mulheres e as novas fronteiras da mídia”.
As inscrições são para o seminário são gratuitas, mas a número limitado de vagas. É necessário fazer uma pré-inscrição através dos endereços www.planalto.gov.br/spmulheres e www.patriciagalvao.org.br e aguardar a confirmação de sua inscrição pela organização do evento.
Informações: (61) 2104-9377 ou (11) 3266-5434.
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